Doença de Pompe: Causas, Sintomas e Tratamentos

Homem com fraqueza muscular + subtitulo

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O que é a Doença de Pompe?

Essa doença é um distúrbio genético raro causado pela deficiência da enzima alfa-glicosidase ácida (GAA). Sem essa enzima, o glicogênio se acumula em órgãos e tecidos, principalmente nos músculos, resultando em fraqueza muscular progressiva e dificuldades respiratórias.

Essa condição faz parte das Doenças do Armazenamento de Glicogênio (DAGs) e pode afetar pessoas de todas as idades, desde recém-nascidos até adultos.

Causas e fatores de risco

A Doença de Pompe é causada por mutações no gene GAA, que codifica a enzima responsável por degradar o glicogênio nos lisossomos das células. É uma doença hereditária de padrão autossômico recessivo, ou seja, para manifestá-la, a pessoa precisa herdar duas cópias mutadas do gene, uma de cada progenitor.

Não existem fatores de risco externos que influenciem o desenvolvimento da doença, pois ela é exclusivamente genética. Por isso, histórico familiar é um fator determinante para a predisposição à condição.

Tipos de Doença de Pompe

A gravidade varia conforme a idade de início dos sintomas e a atividade residual da enzima GAA. Os principais tipos são:

1. Forma infantil precoce

Os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida e incluem fraqueza muscular severa, dificuldades respiratórias e cardíacas. Sem tratamento, pode levar a insuficiência respiratória e falência cardíaca ainda na infância.

2. Forma infantil tardia

Os sintomas surgem após o primeiro ano de vida e progridem mais lentamente do que na forma precoce.

3. Forma adulta

Aparece na adolescência ou na idade adulta, caracterizada por fraqueza muscular progressiva, principalmente nos membros e na musculatura respiratória, podendo levar à necessidade de ventilação mecânica.

Sintomas da Doença de Pompe

Os sintomas da Doença de Pompe variam conforme a forma da doença e a idade de manifestação. Entre os principais sinais, destacam-se:

1. Sintomas na forma infantil precoce
  • Fraqueza muscular generalizada (hipotonia);
  • Dificuldade para mamar e ganhar peso;
  • Aumento do tamanho do coração (cardiomegalia);
  • Insuficiência respiratória progressiva.
2. Sintomas na forma infantil tardia e adulta
  • Fraqueza nos músculos das pernas e braços;
  • Fadiga intensa e dificuldades para caminhar;
  • Problemas respiratórios progressivos;
  • Infecções pulmonares recorrentes devido à fraqueza do diafragma.

A progressão da doença pode levar à dependência de ventilação mecânica e dificuldades motoras severas.

Diagnóstico da Doença de Pompe

O diagnóstico é baseado em exames clínicos e laboratoriais. O primeiro passo é a avaliação médica, levando em consideração os sintomas musculares e respiratórios. Para confirmar a suspeita, exames específicos são realizados.

Um dos principais testes é a dosagem da atividade da enzima GAA, feita por meio de uma amostra de sangue seco. Caso a atividade da enzima esteja reduzida, exames genéticos podem ser solicitados para identificar mutações no gene GAA.

Além disso, a biópsia muscular pode ser realizada para analisar o acúmulo de glicogênio nas células. Em alguns casos, exames de imagem, como ressonância magnética muscular, ajudam a avaliar o comprometimento dos músculos.

O diagnóstico precoce é essencial para iniciar o tratamento o mais rápido possível e evitar complicações graves.

Tratamento da Doença de Pompe

Não existe uma cura para a doença, mas o tratamento pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. As principais abordagens terapêuticas incluem:

1. Terapia de reposição enzimática (TRE)

O principal tratamento disponível é a Terapia de Reposição Enzimática (TRE) com a enzima alfa-glicosidase recombinante, administrada por infusão intravenosa a cada duas semanas. Esse tratamento ajuda a reduzir o acúmulo de glicogênio e melhora a função muscular e respiratória.

2. Fisioterapia e reabilitação

A fisioterapia é fundamental para manter a mobilidade e prevenir a atrofia muscular. Exercícios específicos ajudam a fortalecer os músculos e melhorar a respiração.

3. Suporte respiratório

Em casos mais avançados, o uso de ventilação não invasiva ou suporte ventilatório mecânico pode ser necessário para auxiliar a respiração.

4. Acompanhamento multidisciplinar

Pacientes com Doença de Pompe devem ser acompanhados por uma equipe médica especializada, incluindo neurologistas, pneumologistas, fisioterapeutas e nutricionistas, para um tratamento completo e individualizado.

Complicações da Doença de Pompe

Sem o tratamento adequado, a Doença de Pompe pode levar a complicações graves, como:

  • Insuficiência respiratória crônica;
  • Perda progressiva da mobilidade;
  • Maior risco de infecções pulmonares;
  • Problemas cardíacos (na forma infantil precoce).

O acompanhamento médico contínuo e a adesão ao tratamento são essenciais para minimizar essas complicações e garantir mais qualidade de vida ao paciente.

Pesquisas e novas terapias

Pesquisas recentes têm explorado novas terapias para melhorar o tratamento. Entre elas, destacam-se:

  • Terapia gênica, que busca corrigir a mutação genética responsável pela deficiência da enzima GAA;
  • Novas formulações da TRE, que prometem maior eficácia e menor frequência de administração;
  • Terapias combinadas, que envolvem o uso de moduladores enzimáticos para aumentar a absorção da enzima.

Esses avanços trazem esperança para um futuro mais promissor no tratamento da doença.

Fontes:
NORD;
MDA;
Orphanet.

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