O que é a Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU)?
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma condição rara e grave que afeta principalmente crianças. Caracteriza-se pela formação de pequenos coágulos de sangue nos vasos sanguíneos, o que pode causar inflamação na parede do vaso, além de comprometer outros órgãos vitais, como cérebro e coração.
O termo “hemolítico” refere-se à destruição dos glóbulos vermelhos, enquanto “urêmica” indica o acúmulo de ureia no sangue devido à falha renal. Essa síndrome também está relacionada à Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT).
Causas da SHU
A principal causa da SHU é uma infecção intestinal provocada pela bactéria Escherichia coli O157:H7, adquirida por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados. Essa bactéria libera toxinas que danificam os vasos sanguíneos e desencadeiam a formação de coágulos.
Além da infecção por E. coli, a SHU pode ocorrer devido a outros fatores, como:
- Uso de certos medicamentos;
- Doenças autoimunes;
- Predisposição genética.
Sintomas da Síndrome Hemolítico-Urêmica
Os sintomas da SHU surgem repentinamente, sendo diferentes de outras condições relacionadas à baixa contagem de plaquetas.
Principais sintomas:
- Vômitos e diarreia (muitas vezes com sangue);
- Palidez extrema devido à destruição dos glóbulos vermelhos;
- Redução na produção de urina (sinal de insuficiência renal);
- Inchaço nas pernas e no rosto;
- Fadiga intensa;
- Confusão mental em casos mais graves.
A complicação mais séria ocorre nos rins, podendo levar à insuficiência renal e necessidade de diálise. No entanto, diferentemente da PTT, sintomas cerebrais são menos frequentes na SHU.
Diagnóstico da SHU
O diagnóstico da Síndrome Hemolítico-Urêmica é feito por meio de exames laboratoriais, que identificam as alterações típicas da doença.
Exames mais comuns:
- Hemograma completo – Avalia a destruição dos glóbulos vermelhos e a contagem de plaquetas;
- Esfregaço de sangue – Verifica a presença de células danificadas;
- Testes de função renal – Avaliam a capacidade dos rins de filtrar toxinas;
- Exames de fezes – Identificam a presença da bactéria E. coli e suas toxinas.
Não há um único exame que confirme a SHU, por isso o diagnóstico depende da análise dos sintomas e do histórico do paciente.
Confira também quais exames realizar frequentemente e a importância deles.
Tratamento da Síndrome Hemolítico-Urêmica
O tratamento da SHU tem como objetivo principal oferecer suporte às funções vitais e minimizar os danos aos rins.
Opções de tratamento:
Diálise renal: Cerca de 50% das crianças com SHU precisam temporariamente de diálise até que os rins se recuperem.
Eculizumabe: Medicamento que suprime uma parte do sistema imunológico chamada complemento, reduzindo os danos renais e ajudando na recuperação da função renal.
Além disso, o tratamento pode incluir transfusão de sangue e monitoramento rigoroso dos sinais vitais.
Cuidados que uma pessoa com SHU deve ter
Pessoas com Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) devem seguir cuidados rigorosos para preservar a saúde dos rins e evitar complicações. A hidratação adequada é essencial para auxiliar a função renal, assim como uma alimentação equilibrada, com restrição de sódio, fósforo e proteínas, conforme orientação médica.
Além disso, o acompanhamento regular com um nefrologista é fundamental para monitorar a recuperação dos rins e identificar possíveis sequelas. Caso tenha sido necessário tratamento com diálise ou eculizumabe, é importante seguir todas as recomendações médicas e realizar exames periódicos.
Também é essencial evitar o consumo de alimentos de origem duvidosa, prevenindo novas infecções por E. coli, uma das principais causas da SHU.
Conclusão
A Síndrome Hemolítico-Urêmica (SHU) é uma condição grave que requer diagnóstico e tratamento rápidos para evitar complicações, especialmente nos rins. A maioria dos casos ocorre após infecções intestinais por E. coli, sendo fundamental adotar medidas de prevenção, como a higienização adequada dos alimentos.
Se houver suspeita de SHU, é essencial buscar atendimento médico imediato para evitar danos permanentes à saúde.
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Fontes:
Harvard Medical School;
Manual MSD;
SBN;
CDC;
NKF.