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Síndrome de pânico

Síndrome de pânico ou transtorno de pânico é uma doença psiquiátrica do grupo dos transtornos de ansiedade. Pode ocorrer em qualquer pessoa, mas geralmente aparece mais em adultos jovens e sadios, principalmente mulheres.

A síndrome é caraterizada por uma crise súbita, incapacitante e recorrente, desencadeada por algum fator externo (susto, perda, violência, desgosto), ou por nada. Sobe a adrenalina sanguínea e a pessoa tem aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, ressecamento da boca, falta de ar, medo de morte iminente, contraturas musculares, formigamentos em mãos e boca, sensação de desmaio, escurecimento da visão e outras manifestações subjetivas. O quadro pode durar poucos minutos ou algumas horas, e passa sozinho ou com ajuda médica. O quadro pode se repetir e requerer tratamento psiquiátrico, por meio de drogas (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia. A estimulação magnética transcraniana repetitiva é uma técnica indolor, introduzida em psiquiatria em 1997, que pode beneficiar os pacientes que não respondem bem ao tratamento clássico medicamentoso/psicoterápico.

Estima-se que, no Brasil, cerca de 1% da população adulta tem alguma ataque de pânico por ano e que 5% dos adultos relatam algum ataque de pânico na vida. Isso significa que a síndrome de pânico é muito frequente. Todos os médicos deveriam ter familiaridade com essa síndrome, não só os psiquiatras, porque pode aparecer em qualquer consultório ou Pronto Socorro.

A síndrome de pânico pode surgir em pessoas sem antecedentes pessoais ou familiares de transtornos mentais, completamente sadias. Todavia, ela é mais frequente em pessoas que têm pessoas com doenças mentais na família, como depressão e ansiedade.

A síndrome de pânico tem tratamento eficaz e geralmente fica curada ou bem controlada. No entanto, pode estar associada a depressão ou transtorno de ansiedade, doenças crônicas incuráveis, que requerem acompanhamento psiquiátrico permanente.

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