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Perda de memória

Muitas pessoas, inclusive jovens, preocupam-se com esquecimentos eventuais de nomes, números, endereços, compromissos, além de perda de chaves, dinheiro, cheques, canetas e óculos. Acham que deveriam ir ao médico e pedir um remédio para melhorar a memória. Alguns vão diretamente ao balcão da farmácia e acabam comprando remédios para melhorar e memória. Geralmente compram remédios inúteis, às vezes nocivos à saúde.

A perda de memória, exceto por doença, começa na meia idade, entre 40 e 50 anos, e é progressiva, em pessoas sadias e absolutamente normais. A memória recente fica mais prejudicada do que a memória tardia, isto é, a pessoa não se lembra do que comeu no almoço, mas se lembra nitidamente de um episódio acontecido na infância. Esse fenômeno é normal no processo de envelhecimento e não deveria preocupar.

Há casos, todavia, como o Alzheimer e outros quadros neurológicos, que se caracterizam por uma perda muito acelerada da memória. Tais casos são francamente patológicos e precisam de tratamento logo no início, de modo a preservar a memória o máximo possível. São os neurologistas os profissionais treinados para o diagnóstico e o tratamento de uma perda de memória patológica, quase sempre causada por doença facilmente identificável. Além dos quadros demenciais, outras doenças podem prejudicar a memória, como alcoolismo, diabetes, esquizofrenia e outras.

Para as pessoas normais, sadias, que têm um ou outro lapso de memória durante o processo de envelhecimento, o melhor é fazerem exercícios físicos com regularidade e praticarem a leitura diária. Outros preferem aprender coisas novas, se dedicarem a projetos de médio e longo prazo, estudarem para uma outra profissão, etc. É válido da mesma forma. Os exercícios intelectuais, particularmente a leitura, são o equivalente dos exercícios físicos. São a musculação da mente. Os que pretendem conservar sua inteligência e sua memória, deveriam cuidar da saúde como um todo, e praticarem a leitura durante toda a vida.

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