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A descoberta dos males provocados pelo cigarro

Até o início do século XX, o hábito de fumar cigarros industrializados não era arraigado em nenhuma população do planeta e quase nada se conhecia a respeito dos potenciais danos que poderiam ser causados pelo cigarro para o meio ambiente e para a saúde humana. Até o início do século XX, o hábito de fumar cigarros industrializados não era arraigado em nenhuma população do planeta e quase nada se conhecia a respeito dos potenciais danos que poderiam ser causados pelo cigarro para o meio ambiente e para a saúde humana. 

Em 1898, numa fase em que o diagnóstico de câncer de pulmão era bastante raro, um estudante de Medicina, em Würzburg, na Alemanha – Hermann Rothmann -, defendeu a tese de que o cigarro, de alguma forma, estaria relacionado ao desencadeamento do câncer de pulmão. Isso só veio a ser demonstrado por epidemiologistas americanos e ingleses nos anos 1950, quando o consumo do cigarro industrializado era imenso e globalizado. Foi a partir daquele momento que foram elaboradas leis antitabagistas e que a comunidade médica se convenceu, lentamente, de que o tabagismo prejudicava a saúde humana. Ainda em 1960, mais de um terço dos médicos norte-americanos não havia ainda se convencido dos males causados pelo cigarro.

A indústria do tabaco vem perdendo mercado lenta e progressivamente desde os anos 1950, mas resiste bravamente a todos os esforços para combatê-la. Nos últimos anos, por meio de aditivos (sabores, aromas, cores), ela vem tentando seduzir os adolescentes, com o falso argumento de que seus produtos são praticamente inofensivos, graças aos avanços da tecnologia dos aditivos e à redução dos elementos prejudiciais à saúde. A indústria do tabaco também adquiriu praticamente todas as indústrias de cigarro eletrônico, que também fazem mal à saúde, comprovadamente, e fez acordos de propaganda extremamente caros com a indústria do cinema. Os cigarros eletrônicos frequentarão as telas de cinema nos próximos anos.

Não nos iludamos: o cigarro causa danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde humana. Só no ano de 2016, no Brasil, 22 mil homens e mulheres morreram de câncer de pulmão. Estima-se que um número dez vezes superior a este, no mesmo ano, se relacione com mortes causadas por enfisema, coronariopatia, acidente vascular cerebral, osteoporose e outras doenças relacionadas diretamente ao tabagismo.

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