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Aumentam as internações psiquiátricas no Brasil

psiquiatriaUm informe recente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revela que as internações psiquiátricas de pacientes de convênios no Brasil passaram de 99,5 mil, em 2012, para 157,4 mil em 2016, um aumento surpreendente de 58%. As duas principais causas de internações psiquiátricas são o alcoolismo e o abuso de drogas ilícitas, como maconha, heroína, crack, ecstasy, anfetaminas e cocaína. Outras causas são depressão, bipolaridade, esquizofrenia e outras psicoses. Não há dados do SUS a este respeito, mas dados extraoficiais dão conta de que os números são semelhantes.

 A psiquiatria moderna é ambulatorial, isto é, trata dos pacientes sem internação. A internação está indicada para casos específicos, como os que apresentam risco de suicídio, para alguns casos de dependência química ou casos de potencial de violência, que implicam risco de vida para os outros.  A grande maioria dos casos psiquiátricos é tratada ambulatorialmente.

Esse aumento de internações de pacientes psiquiátricos no Brasil revela que aumentaram significativamente os pacientes com grave dependência química e com risco de violência contra si mesmos ou contra os outros. As drogas ocupam o primeiro lugar nesse processo de deterioração social.

De modo geral, as pessoas que gozam do benefício de terem um convênio médico, cerca de 50 milhões de pessoas, ou um quarto de nossa população, têm o direito de poderem ficar internadas numa unidade psiquiátrica durante trinta dias por ano, além de terem direito ao atendimento psiquiátrico ambulatorial e o direito de poderem receber dezoito sessões de psicoterapia por ano. Se houver necessidade de atendimentos que excedam esses números, os convênios exigem o pagamento pelo atendimento extra. Pessoas que necessitam de um tempo de internação maior do que trinta dias ou que demandem um número maior de sessões de psicoterapia, precisam negociar com seus respectivos convênios ou recorrer ao sistema judiciário, caso não queiram ou não possam pagar.

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