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O crescimento da pressão alta no Brasil

hipertensaoA pressão alta, mais apropriadamente chamada de hipertensão arterial, vem crescendo em incidência em quase todo o mundo. No Brasil, oficialmente, segundo dados não muito confiáveis do Ministério da Saúde, a incidência aumentou de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016, isto é, o número de hipertensos diagnosticados por ano cresceu pouco a pouco, por razões variadas, algumas de fácil identificação, como o aumento do sobrepeso, o sedentarismo, a dieta rica em sódio, o consumo abusivo de refrigerantes e bebidas alcoólicas, além do estresse cada vez maior da vida cotidiana. Outras causas são genética, insuficiência renal, dislipidemia (colesterol e triglicérides aumentados), tabagismo e uso abusivo de certas drogas, lícitas, como a cafeína, ou ilícitas, como a cocaína.

A hipertensão arterial é silenciosa e tem, pelo menos no início, poucos sintomas. A vítima da hipertensão nem sabe que está doente. É necessário, para o correto diagnóstico, educar a população para medir a pressão arterial periodicamente, desde a infância. Caso contrário, o diagnóstico será tardio e as sequelas serão maiores.

A hipertensão exige, para seu tratamento, uma mudança na alimentação, perda de peso, exercícios regulares, ingestão baixa de sódio, redução de bebidas alcoólicas, abstinência do tabaco e de drogas ilícitas, redução de cafeína, medicamentos diários e visitas periódicas ao cardiologista ou nefrologista, os maiores estudiosos da hipertensão arterial.

A hipertensão mal tratada ou não tratada leva ao aumento dos acidentes vasculares cerebrais, cardíacos e dos grandes vasos, além de danificar seriamente os vasos da retina e dos rins, levando à perda da acuidade visual e à insuficiência renal crônica. O hipertenso vive, em média, seis anos a menos do que deveria viver, se não levar o tratamento a sério. Bem tratado e bem acompanhado, clinicamente, pode viver como uma pessoa sem hipertensão arterial e com boa qualidade de vida.

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