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Quanto vive uma pessoa contaminada pelo vírus da AIDS?

hiv-aids-ilustraQuando uma pessoa é infectada pelo vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana), quer pelo uso compartilhado de drogas injetáveis, como cocaína e heroína, que por via sexual, homo ou heterossexual, quer por transfusão de sangue ou derivados, quer por acidentes em laboratórios, quer por via vertical (da mãe para o feto) ou por qualquer outro modo, muito mais raro, ela pode ficar com o vírus no corpo sem nunca desenvolver a doença AIDS – síndrome da imunodeficiência adquirida. O mais provável, todavia, é que, depois de alguns meses ou poucos anos, essa pessoa comece a apresentar sintomas da doença – febre, perda de peso, diarreia, e muitos outros sintomas e sinais inespecíficos.

Até meados dos anos 90, um aidético tinha uma expectativa de vida de 18 meses no Brasil. No Primeiro Mundo, essa expectativa era de 36 meses. Quando surgiu a terapia antirretroviral, base do “coquetel” de três drogas diferentes, em 1996, a expectativa de vida começou a crescer. De 2008 para cá, com novas drogas, o coquetel tornou-se ainda mais eficiente. Segundo um estudo recente, com 88 mil pacientes, os aidéticos que começaram a se tratar a partir de 2008 têm agora uma expectativa de vida de 78 anos, na Europa e nos Estados Unidos, poucos anos menor do que as pessoas não-aidéticas naqueles mesmos lugares. Isso significa que, atualmente, a doença AIDS ficou tão cronificada, que praticamente pode-se dizer que ela não encurta mais a vida.

No Brasil, a incidência de AIDS vem aumentando nos últimos anos, pela omissão governamental, principalmente. O coquetel oferecido aqui é o mesmo dos países desenvolvidos. Não há estudos semelhantes no Brasil, mas o que se vê na prática é que as nossas vítimas da AIDS, se bem tratadas e bem acompanhadas, têm vidas normais, ainda que não curadas.

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