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Forçar a ingestão de água faz bem à saúde?

O ser humano, como a maioria dos mamíferos, tem um controle cerebral magnífico da hidratação do organismo. Se o corpo precisa de água, o mecanismo da sede é ativado e o indivíduo vai atrás da água. Não há necessidade de forçar a ingestão de água, a não ser nas crianças muito pequenas, que ainda não sabem expressar sua sede, e nos muito idosos, especialmente os dementes, em que o mecanismo da sede está comprometido.

Forçar e ingestão de água, para a esmagadora maioria da população mundial, é inútil. O mecanismo da sede basta para salvaguardar o organismo da desidratação.

Todavia, em alguns casos, a ingestão forçada de água pode ajudar, notadamente nas pessoas que têm a doença urinária calculosa. Essas pessoas precisam beber líquidos para manterem a urina pouco concentrada permanentemente, de modo a evitar a formação de cálculos novos. A rigor, essas pessoas nunca deveriam sentir sede. Deveriam estar sempre um passo adiante da sede. Outro grupo de pessoas que precisam beber água de modo forçado é o grupo de atletas, amadores ou profissionais. O risco de desidratação durante o esporte é grande e isso pode levar, especialmente depois dos quarenta anos de idade, ao acidente vascular cerebral e ao infarto do miocárdio, porque o sangue fica temporariamente concentrado, pela falta de água promovida pela transpiração. Os atletas devem tomar líquidos antes da prática dos exercícios, durante e depois deles. Muitos atletas, mesmo dentre os profissionais, já morreram subitamente durante seus exercícios, quase todos por causa de acidente vascular causado por desidratação aguda.

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