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Esquizofrenia e bipolaridade

Há alguns anos, um grupo de cientistas americanos e europeus conseguiu provar que a esquizofrenia, a bipolaridade e o autismo estão ligados a genes mutados na mesma região cromossômica, que regula o desenvolvimento neuronal. Feliz ou infelizmente, nessa mesma região cromossômica encontram-se genes ligados à criatividade e às habilidades intelectuais e artísticas. Isso significa que a genialidade está anatomicamente próxima à área da loucura humana. Essa fabulosa descoberta levanta muitas questões de natureza filosófica e ética.

Daqui a pouco tempo, muito pouco tempo, poderemos estudar o genoma do feto humano por meio de células fetais colhidas do sangue materno e avaliar as mutações, inclusive na área das doenças mentais. Só para efeito de raciocínio especulativo, pais poderão se deparar com a gestação de um filho autista, bipolar ou esquizofrênico. E poderão ter a oportunidade de decidir interromper a gestação, mesmo sabendo da possibilidade de seu filho ser potencialmente um gênio. Ou, seguindo um raciocínio lógico, ainda que muito especulativo, geneticistas oferecerão e engenharia genética para modificar o genoma de seu filho e “curar” a esquizofrenia, ou a bipolaridade, ainda que com o risco de matar ou reduzir a criatividade de seu filho.

Outras pesquisas têm identificado regiões cromossômicas responsáveis pela preferência sexual e pelo comportamento erótico-afetivo. Nunca foi encontrado, ainda que muito procurado, o gene gay, mas isso é teoricamente possível.

Tempos complexos nos aguardam dentro de poucos anos. Se, por um lado, a ciência nos brindará com magníficas soluções, que prolongarão e melhorarão nossas vidas, por outro lado, nos colocará diante de dilemas éticos muito sérios. Foto: www.abp.org.br

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