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De novo o cigarro

Cerca de 1,1 bilhão de pessoas acima de 15 anos de idade são fumantes. Isso custa para o mundo cerca de 1 trilhão de dólares anualmente, considerando-se os gastos com os tratamentos e a perda de produtividade. Isso representa 4 vezes o que se arrecada por ano com os impostos sobre os cigarros, cerca de 260 bilhões de dólares. Ainda que houvesse um aumento significativo de impostos sobre o cigarro, a redução do número de fumantes e a arrecadação ainda perderiam feio para os custos dos governos. Morrerão cerca de 8 milhões de pessoas por ano em 2030 em decorrência do cigarro. Hoje morrem cerca de 6 milhões por ano.

Qual a solução? Além do aumento dos impostos, cujo alcance é pequeno, a educação das crianças e a proibição do tabagismo na maior parte dos ambientes públicos, o que vem ocorrendo paulatinamente, têm um efeito redutor em longo prazo. Atualmente, cerca de 19% de nossa população brasileira adulta é composta de fumantes, mais homens do que mulheres. Com um programa educativo agressivo e com a elaboração de leis que restrinjam severamente a propaganda e a venda a menores de idade, além da proibição de fumar em local público, talvez esses 19% pudessem ser reduzidos à metade em 20 anos. Isso demanda uma parceria público-privada com apoio de todas as sociedades civis, médicas e não médicas. O entendimento do tabagismo como o inimigo público número 1 a ser combatido por todos é o princípio dessa difícil, mas possível, articulação. Todavia, o foco principal de atenção é a população infantil. Uma vez convencida dos males do tabagismo, na escola, no clube, na igreja e na família, a criança não vai fumar quando crescer.

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