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Vida longa. Quanto?

 No Brasil, em 1991, havia uma expectativa de vida de pouco mais de 60 anos. Atualmente esse número subiu 10 anos e já estamos a caminho dos 80 anos.

O que mudou? Por que uma pessoa vivia pouco mais de 40 anos e hoje vive o dobro?

A resposta não é tão difícil: vacinas, antibióticos, drogas contra a tuberculose, esgoto, água tratada, geladeira, pasteurização, anestesia, cirurgia, alimentos industrializados, luz elétrica e diversos outros avanços trouxeram o benefício da longevidade. O desenvolvimento da Medicina e da Engenharia aplicada à Medicina foram extraordinários. O surgimento da indústria farmacêutica e o estudo do genoma humano aumentaram a expectativa de vida nas últimas décadas.

Até onde poderemos ir? Chegaremos ao ideal sonhado por alguns de viver eternamente? Não se sabe ao certo, mas estima-se que, com este genoma humano que temos, sem modificações (teoricamente possíveis), talvez possamos chegar aos 120 anos. Com modificações promovidas pela Engenharia Genética, ainda no patamar da ficção, poderemos pensar em séculos ou milênios.

O aumento da longevidade arrasta consigo o câncer, a osteoporose, a demência, o diabetes, a artrose, a aterosclerose, a catarata e o declínio da qualidade de vida. Viver muito, uma conquista extraordinária da humanidade nas últimas décadas, pode ser um sofrimento para o indivíduo, para sua família e para a sociedade. Difícil saber qual é o meio termo entre viver de menos e viver demais. A qualidade de vida, para muitos, é muito mais importante do que a quantidade de vida.

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