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O aumento da mortalidade por câncer

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Há 100 anos atrás, o brasileiro morria jovem, antes dos 40 anos de idade, de tuberculose, diarreia, sarampo e diversas outras doenças infecciosas. Com o desenvolvimento de vacinas, remédios para a tuberculose, antibióticos sintéticos e a melhoria do saneamento básico, as mortes por infecções diminuíram e as pessoas passaram a viver mais, muito mais. E passaram a morrer de doenças crônicas, depois dos 70 anos de idade, como diabetes, aterosclerose, hipertensão e outras. O desfecho final, isto é, a morte, que ocupa a primeira posição há décadas, de todas essas doenças crônicas, é o acidente vascular – AVC (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio.

 

Nas últimas estatísticas oficiais, com dados coletados em 2014 e publicados em 2016, houve uma mudança significativa. Dados levantados pelo Datasus, ligado ao Ministério da Saúde, revelaram que em 476 municípios brasileiros, dos 5570 existentes, a morte por câncer superou a morte por acidente vascular. Esses 476 municípios encontram-se nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, como Sul e Sudeste. A explicação para essa inversão é simples. Com o aumento das medidas eficazes de combate e controle de hipertensão, diabetes, coronariopatia e outras doenças, que levam aos acidentes vasculares, aliadas à redução do tabagismo, houve uma redução das mortes por AVC e infarto. Por outro lado, com o aumento da longevidade, o câncer passou a ser a primeira causa de morte nessa mesma população.

Isso vem ocorrendo também nos países desenvolvidos, em que as doenças ligadas ao envelhecimento, como demência, osteoporose e câncer vêm crescendo e superando em mortalidade as doenças vasculares.

Se, por um lado, morrer jovem por tuberculose era uma tragédia inominável que, graças ao progresso que a civilização conheceu nos últimos 100 anos, virou história, por outro lado, morrer demente ou por câncer é o fantasma que assombra nosso futuro hoje. O desafio da Medicina nas próximas décadas será o de encontrar a cura das demências, do câncer, do diabetes, da osteoporose, da artrose e da obesidade, que vêm crescendo muito e lançando sombras sobre o futuro da humanidade.

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